Oswald de Andrade – O poeta revolucionário

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Oswald de Andrade – O poeta revolucionário

Podemos dizer que o referido poeta foi o maior representante da estética modernista no que se refere às características estilísticas.

José Oswald Nogueira de Andrade nasceu em São Paulo. Frequentou a Escola Modelo Caetano de Campos, o Ginásio Nossa Senhora do Carmo e o Colégio de São Bento, no qual se formou em humanidades, em 1908.

Autor de poesias e romances, teatrólogo e crítico literário, suas obras resumem-se em: Os Condenados, Memórias Sentimentais de João Mira mar, Pau-Brasil, Primeiro Caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade, Serafim Ponte Grande, Marco Zero, A morta e o Rei da Vela.

Dentre as características de suas obras, destacam-se: linguagem espontânea, livre de apegos no que diz respeito à sintaxe, predominância do coloquialismo e de uma crítica extremamente irreverente.

Em se tratando de tais características, torna-se relevante destacarmos aquelas que permearam toda a estética modernista. Entre elas destacam-se:

Ruptura com “moldes” antes sacramentados por outras estéticas. O verso livre, a linguagem coloquial e irônica e o predomínio de um “português” genuinamente brasileiro tiveram seu momento subliminar.

Tal medida se deu ao fato de que a ideologia dominante era a de resgatar uma literatura que fosse mais voltada para as raízes nacionais, que pudesse de alguma forma transcender tudo aquilo que era visto como modelo de “importação”, como também abolir todo o sentimentalismo camuflado na voz dos poetas pertencentes ao Romantismo, e centrar-se mais em uma realidade ligada aos problemas sociais da época.

Representando toda essa inovação literária, está a obra “Memórias Sentimentais de João Mira mar”, de Oswald de Andrade, a qual é estruturada em 163 episódios, todos em forma de flashes, baseado em uma composição cinematográfica, mesclando prosa, poesia, piadas, cartas, diários, trechos de crônicas jornalísticas e discursos.

Vejamos agora um dos textos de sua autoria:

Pronominais

Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro

 

Fonte: Mundo Educação

Publicado por: Vânia Maria do Nascimento Duarte em Escritores brasileiros

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